O segundo cérebro dos ANIMAIS

As ultimas pesquisas científicas divulgadas pela imprensa nos últimos 10 anos e discutidas em alguns livros como “ O segundo Cérebro” do Dr. Michael G. Gerson MD e o livro inédito no Brasil “The Heart´s Code” escrito pelo PhD Dr. Paul Pearsal, já provam cientificamente a existência de mais dois cérebros em nosso corpo, o cardíaco e o abdominal. O material publicado nestes livros mostra que temos um “cérebro” que pensa, que registra, guarda e processa informações tanto no coração quanto no ventre. Estas descobertas foram feitas pelos chineses há milhares de anos atrás.


Cavalos “sequestrados” em cocheiras a maior parte do tempo.

Animais no seu ambiente natural.
Alimento adequado (terra fértil) e sombra.

Os conhecimentos taoistas afirmam que não somente temos estes 3 principais cérebros, e ainda mais, afirma que cada célula e órgão (cada tipo de célula) de nosso corpo é inteligente e capaz de tomar suas próprias decisões.

Doenças crônicas e degenerativas (Alzheimer/ Parkinson/ Esclerose múltipla/ diabetes, etc.) e o câncer (todos os tipos), será que tem a ver com isto? Certamente.

A alimentação moderna, dizem os trabalhos, são as grandes responsáveis por fazer com que as células do nosso corpo venham a se comportar desta forma. Milho e soja transgênica, fast- food, alimento pré-cozido, pré-digerido. Alimentos preparados, congelados e descongelados. Uso do forno de micro-ondas para preparar o alimento, etc.

Mas, trocando em miúdos, o que isto tem a ver com estas doenças?

O aparelho digestivo (o segundo cérebro) dos animais ditos superiores (entre eles os mamíferos), foi sim desenvolvido pela seleção natural através os milênios para digerir os alimentos colhidos na natureza. Um alimento sem sofrer nenhum tipo de tratamento, alteração ou adulteração. Hoje não comemos o trigo, mas a farinha industrializada de trigo. Não comemos o milho integral a não ser o transgênico. Comemos o açucar do milho. Não usamos cana (rapadura) ou mel. Usamos açúcar refinado ou adoçantes para conferir melhor sabor às nossas refeições. Tudo isto faz com partes do nosso aparelho digestivo – o segundo cérebro- (mamíferos), deixem de trabalhar de maneira adequada, percam parte da função. E estes órgãos funcionando desta maneira, não produzem adequadamente todas as substancias que precisamos. Assim o corpo reage de maneira equivocada provocando as tais alterações - doenças.

Mas o que o cavalo e os demais mamíferos que convivem com o homem tem a ver com isto?

Tem a ver que a alimentação deles é elaborada não só com os mesmos equívocos da nossa, mas com o que não foi aprovado para a alimentação humana. Cometemos com eles os mesmos erros que cometemos conosco, ainda que com o coração grande , querendo dar o melhor para o animal que tanto gostamos. Tratamos cavalos com excesso de nutrientes para o pouco exercício que fazem (a maioria deles ficam a semana toda presos em cocheiras), porque queremos que ele fique gordo (ou não fique magro), quando o ideal seria que ele estivesse musculoso o suficiente para desempenhar as funções solicitadas no seu dia a dia.

Mas....se eles ficam nas cocheiras a maior parte do tempo......

O excesso de carbo hidrato na alimentação do equino (dos mamíferos em geral) predispõe o animal a formar gordura no fígado. O fígado é o órgão encarregado de desintoxicar o individuo das toxinas que ele ingere junto com o alimento. Todo o alimento tem toxinas e os que sofrem aquecimento no seu preparo (ração peletizada por exemplo) tem suas enzimas desnaturadas o que dificulta uma boa digestão. Por isto temos nossos sistema de desintoxicação. Lembrar que conseguimos intoxicar o animal (e o animal homem) comendo alimento bom – é só comer além das necessidades. Assim, se o fígado não esta trabalhando bem o organismo fica intoxicado. E toxinas na circulação sanguínea chegam a todos os tecidos do corpo (pele, coração, etc)e quando chegam ao Sistema Nervoso Central, vamos observar, no caso do cavalo, um animal hiperativo, nervoso, impaciente, engole ar, come a porta da cocheira, briga com os outros animais, se coça incessantemente, etc.

Há proprietários que apreciam um animal fogoso, acham que aquilo é a expressão da saúde do animal ou da virilidade de um garanhão. Ao contrário, alguns profissionais vêm isto como um animal ansioso, sobrealimentado, intoxicado, no limite da paciência. Se fossemos fazer a medida da pressão arterial de um animal destes veríamos que ela estaria muito aumentada..... e pressão alta para o cavalo quer dizer que ele esta a caminho da “Laminite” (popularmente conhecida como Aguamento), entre outros problemas.

Há uns meses tivemos a oportunidade de atender alguns animais alojados no Jockey Club de São Paulo. A queixa era sangramento pulmonar após exercício e perda de rendimento muito grande no final da carreira. Ao final da anamnese e dos exames vimos que a pressão arterial do animais era muito alta. Comiam muito concentrado (30litros/dia) ricos em milho/ aveia, etc, que deixam o organismo muito acido e organismo ácido é tudo que as doenças precisam para se instalar. Aqui me refiro à doença física e emocional.

A acidez no organismo pode causar uma série de problemas à saúde. O sangue tem pH próximo a 7 (neutro). O pH baixo, ácido, sufoca o organismo, tirando sua reserva de oxigênio. Uma alimentação alcalina, por outro lado, inunda o corpo de oxigênio, mantendo-o saudável e cheio de disposição.

Num próxima oportunidade vamos escrever um pouco sobre a alimentação acida e alcalina.

O ideal seria que nossos animais pudessem ter espaço suficiente para se exercitar diariamente e uma dieta composta principalmente de capim de boa qualidade. Isto é, rico em fibras de qualidade, vitaminas, sais minerais, proteínas e carbohidratos. Mas isto só é possível quando o capim nasce em terra fértil e bem manejada. Rica em minerais e matéria orgânica.

Então, se a terra é fértil, o bom manejo não a desgasta e a mantem fértil, e se é uma terra fraca, o bom manejo a torna fértil.

A terra fértil (bem manejada ) nos dá um alimento adequado para homens e animais. E quando usados de maneira correta ( bom manejo alimentar), vai tratar bem do nosso 2º cérebro e este bem tratado vai nos trazer equilíbrio e bem estar.

Será que tratamos bem o 2º cérebro dos nossos animais?

Reflita.


Segundo cérebro irritado.

Sistema digestivo do cavalo.