Alimentação Ideal

Clínica Veterinária

Pensando bem...nos primórdios havia ração?

Porque nossos animais precisam comer suplemento alimentar?

Quando não havia ração...como os animais se nutriam?

Comendo apenas gramíneas e leguminosas “in natura”?

Sim, era assim mesmo.

Comiam gramíneas e leguminosas que estavam disponíveis nas pastagens naturais.

Será que isto seria suficiente atualmente?

Se houver , a disposição uma pastagem boa, isto é terra fértil , bem cuidada, nutrientes sendo reciclados, conforto térmico não só para o animal, mas também para a gramínea (sombra) e uma pequena quantidade de leguminosas (10 a 15%)....certamente é mais que suficiente.

É o ideal.

Ração é basicamente : milho (graminea), um derivado de soja ou algodão (leguminosa) mais uma fonte de minerais e vitaminas...ou seja ...ração é uma boa pastagem concentrada, porém com elementos já bastante sem vitalidade, pois foram colhidos muito antes de chegar ao animal.

Também passaram por processo de desinsetização, foram secos (desidratos) para evitar contaminação principalmente por mofos (fungos).

No caso das leguminosas – foram prensados para a retirada de óleos e submetidos a altas temperaturas para inativar algum princípio ativo tóxico.

Fato é que estes processos também inativam e/ou desnaturam uma boa parte dos princípios nutritivos e algumas substâncias que facilitam a digestão deles - as enzimas termosensíveis e algumas voláteis (evaporam).

Assim a ração concentrada vai ficando de difícil digestão e os problemas logo aparecem.

Como exemplo de mal agudo provocado pela má digestão ou o fornecimento excessivo de concentrados, temos a chamadas cólicas abdominais e os problemas crônicos decorrentes de má digestão se refletem na pele, nas mucosas, nos cascos e principalmente no humor dos animais.

Tudo começa pela análise do ambiente onde se quer implantar o piquete.

Locais alagados ou espostos a constantes ventos são inadequados.

O vento desidrata o capim (gramínea) mais que o calor e se este perde água ...tem que retirar mais água do solo e a terra tem uma capacidade limitada de armazenamento de água que se finda rápido em regiões de ventos constantes.

Toda a riqueza de nutriente do vegetal é carregado via água.

Pouca água – vegetal pobre em nutrientes.

Clínica Veterinária

Para locais com corredores de vento indica-se a implantação de cortina de vento ,isto é, o plantio de vegetais de porte arbustivo e/ou arborea para fazer barreira ao vento. Alguns deles são os usados nas cercas vivas.

Os alagadiços podem ser drenados ...mas ...hoje existe uma legislação ambiental bastante rigorosa principalmente quando se vai desviar água. É preciso consultá-la.

Isto verificado, fazer a análise da terra é pratica recomendada para que se possa fazer a correção do solo de acordo com a graminea escolhida para o plantio, que deve ser a que melhor se adapta à região.

Algumas leguminosas de porte rasteiro e arbóreo também devem ser consorciadas ao plantio, e em breve teremos a melhor ração para animais – um piquete com vegetais vivos, nutritivos e de excelente digestibilidade – sinônimo de animal bem nutrido, bem humorado, pronto para reproduzir e disposto para o serviço e lazer.

Cabe uma uma resalva.

Os solos de nosso país, na sua maioria, são pobres em matéria mineral, então fornecer sal mineral é impressindível.

Na Europa não se usa fornecer minerais aos animais , pois o solos suprem a contento os vegetais de minerais.

As vitaminas são produzidas em parte, pelos vegetais que brotam em solo fértil e o restante o próprio organismo sintetiza, quando bem alimentado.